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Falando de RH por Lilian Perrotti

Muitas são as competências que as empresas consideram como primordiais para que o trabalho aconteça dentro do esperado, ou seja, o pleno atingimento de resultados tanto à empresa quantos aos empregados.

Uma das competências mais importantes, no meu entendimento, é o de Ética e Moral dentro da organização. Recentemente, um cliente me contratou com a incumbência de ministrar aos seus 230 colaboradores uma palestra sobre essa temática. Segundo meu cliente, os empregados estavam um tanto confusos sobre onde iniciavam seus direitos e como deveriam se comportar frente aos direitos e deveres de todos. Qual é o real limite?

 

Refletindo como iria conduzir a palestra, optei por iniciar comentando sobre o conceito do termo, que obtive no site http://www.significados.com.br/etica-e-moral/, que diz:

“Ética – vem do grego ‘ethos’ que significa modo de ser ou caráter. Está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade.”

 

“Moral – tem origem no termo latino ‘morales’ que significa relativo aos costumes. Logo podemos referir que a moral são os costumes, regras, tabus e convenções estabelecidos por cada sociedade.”

“Sendo assim vemos queambas são responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes, além de ensinar a melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.”

 

Com o conceito esclarecido, conseguimos analisar mais claramente o real papel dessa competência. Outro fato importante é que, a cada dia mais, os valores pessoais precisam estar alinhados com os valores organizacionais. Vemos muitos jovens profissionais caminhando para seus primeiros empregos com a postura mais que evidente de extremo respeito aos próprios valores. Mas, muitas vezes, não se conscientizam efetivamente sobre os valores da organização na qual estão iniciando.

Mas, a realidade, na prática, é outra. Por exemplo, quantas vezes nos deparamos na empresa com profissionais que alegam doenças que sequer existem para poderem participar de outros processos seletivos? Ou ainda, quantos referem que possuem uma formação que na verdade não foi realizada? Quantas vezes temos problemas com a utilização indevida dos recursos de internet da empresa? Quantas vezes os profissionais da área de RH recebem pedidos para que desliguem um colaborador como demitido sendo que na verdade, trata-se de um pedido de demissão?

Regras claras e de conhecimento comum, muitas vezes são questionadas pelos empregados que as encaram como irrelevantes ou indevidas. Vimos muito recentemente amplas divulgações na mídia de reportagens que referiam uma médica que registrava o ponto digital de outros profissionais para o plantão de alguns colegas. Em algumas entrevistas a profissional referiu que ela não achava justo ser advertida e penalizada visto que a ‘ordem havia partido de cima’.

Ora, se a ética e a moral diz respeito aos critérios de valores individuais e de caráter, além de se referirem às regras sociais de convivência, como podemos aceitar tal alegação? Esses conceitos, real e verdadeiramente, deveriam ser ‘iniciados’ no âmbito familiar com pequenas ações de ordem interna. Faz sentido?

 

Fica a reflexão!!

 

Boa semana e até a próxima.

05/08/14 |Lilian Perrotti



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