Falando de RH por Lilian Perrotti
Uma das competências mais solicitadas em processos seletivos entre os jovens, quer seja em processos para traine quer seja em processos seletivos tradicionais, é o empreendedorismo.
Quando menciono que essa é uma competência valorizada, a maioria das pessoas estranha e questiona como eles podem ser empreendedores se na verdade estão em busca de uma posição formal de trabalho.
O raciocínio é simples. Avalie quantas faculdades há no país com cursos considerados tradicionais, como Medicina, Direito, Engenharia, Administração, Economia entre outros. Por ano, milhares de pessoas são “devolvidas” ao mercado de trabalho, prontas para atuarem dentro de suas áreas de formação. Muitos advogados, médicos, engenheiros, administradores saem em busca de cargos que possam lhes assegurar o retorno do investimento (altíssimo por sinal) que foi feito em suas formações.
O que esses formandos não avaliam, no entanto, é que devem empreender em suas carreiras, na busca de novas oportunidades para colocar seu conhecimento em prática. A cada ano surgem e desaparecem milhares de carreiras e profissões. E o que vemos são pessoas se lamentando sobre a dificuldade que encontram em se posicionar no mercado de trabalho, sem avaliar que nesse mercado são possíveis novas atividades.
Veja alguns exemplos:
• Administrador Público - estima- se que nos próximos dez anos somente a administração federal vá contratar 10.000 funcionários. Já é realidade, pois fundações empresariais já estão recrutando 200 administradores por ano.
• Tecnólogo e Engenheiro de Petróleo e Gás – com os projetos de exploração do pré-sal, o setor deve gerar 1,7 milhão de empregos até 2020. É uma carreira que possibilita atuar nas áreas de exploração, perfuração e produção e nos segmentos de processamento, distribuição, comercialização e transporte.
• Coordenador de Desenvolvimento da Força de Trabalho e Educação Continuada – esse profissional é o responsável por gerenciar programas de qualificação em nível avançado, para que as empresas mantenham seus talentos dentro da organização.
• Matemático – esse profissional atua no setor financeiro como alternativa a engenheiros nas áreas de risco e modelagem financeira. A matemática aplicada é bastante requisitada pelo mercado de TI para trabalhar modelos que vão desde a elaboração de software até o entendimento de como a informação é disseminada na web hoje em dia. Departamentos de inovação de organizações que desenvolvem pesquisas em TI também contratam matemáticos.
• Especialistas em Bem estar – esse profissional já é bem cotado em assessorias jurídicas de corporações e também em escritórios de advocacia, cuja atribuição é explicada no título do cargo, pois deverão atuar nas relações de satisfação entre o Cliente e a empresa.
• Gerente de Comunidade – profissional que atua diretamente na comunicação com o consumidor por meio de redes sociais, blogs e fóruns on line. É responsável, por exemplo, por impedir que as reclamações sobre um produto ou serviço de uma empresa divulgadas no Twitter ou Facebook se transformem em virais negativos na internet.
Essas são apenas algumas formas “diferentes” para atuação de cargos “tradicionais”. Como referência fica a informação que algumas dessas posições levam em média seis meses para serem preenchidas.
Que tal investir mais fortemente na sua formação acadêmica a partir de agora?
Boa semana e até a próxima
16/09/14 |Lilian Perrotti