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Falando de RH por Lilian Perrotti
 
Uma das três necessidades básicas do ser humano é ser reconhecido e recompensado. Mais que fato, essa é uma verdade extremamente fácil de ser observada e comprovada. 
 
No meio acadêmico rapidamente nos apercebemos dessa realidade quando vemos, já nas primeiras séries de educação infantil, a acirrada disputa pela mão da professora nas filas ou mesmo para sentarem à frente na classe. Essa mesma percepção acontece também nas séries seguintes. Via de regra, quando mais velhos, os adolescentes trocam o foco de sua necessidade e começam a disputar outras atenções. Mas o intuito é sempre o mesmo: receber a atenção e o reconhecimento que acreditam fazer jus.
 
No mercado de trabalho encontramos a mesma realidade. Nós, da área de Gestão de Pessoas, frequentemente nos deparamos com colaboradores que buscam apoio para que solicitemos à chefia que deem uma devolutiva sobre seu desempenho. Na verdade essa necessidade de obter a informação sobre seu desempenho já aparece no próprio processo seletivo, quando o, então candidato, aguarda ansiosamente nosso retorno sobre o processo no qual está participando.
 
Não são raros os casos nos quais vemos o colaborador descontente por questões, muitas vezes, consideradas sem nexo. Não raro também nos deparamos com profissionais que trocam de emprego por acharem que na outra empresa receberão os benefícios, o cuidado, a atenção que merecem.
 
Quando falamos de estagiários e trainees, essa realidade é ainda mais evidente, pois essa geração de novos profissionais acredita realmente que seus valores devem, obrigatoriamente, ser reconhecidos.
 
Em pesquisas que abordam a satisfação do trabalhador, sempre aparecem índices estatísticos que reforçam nosso papo de hoje. Os números dizem que 21% dos trabalhadores entrevistados referem que seu descontentamento com o trabalho envolvem fatores de falta de reconhecimento financeiro. Mas uma massa expressiva de 79% das pessoas referem que outras formas de reconhecimento são fatores determinantes para seu descontentamento e consequente saída e/ou troca do emprego atual.
 
Com esses números também, no meu entendimento, fica claro entender que o reconhecimento financeiro é pensado, mas não como uma questão primordial. As questões que balizam os relacionamentos interpessoais são muito mais valorizados pelas pessoas.
 
Faz sentido? Vale a reflexão!
 
Boa semana e até a próxima

29/09/14 |Lilian Perrotti



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