Falando de RH por Lilian Perrotti
Há alguns anos atrás o saudoso Renato Russo, do grupo Legião Urbana, compôs essa atemporal música “Tempo Perdido”. Seus sucessos continuam a provocar a todos nós com seus conceitos que, à época, pareciam tão controversos.
Nessa composição, logo na primeira estrofe, Renato Russo diz:
“Todos os dias quando acordo
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo”
Como pode algo ser inexistente (“não tenho mais o tempo que passou”) e continuar existindo (“mas tenho muito tempo ... todo o tempo do mundo”)? Em 1986, quando Renato escreveu essas palavras, possivelmente o seu significado se perdia no ritmo da melodia que contagiava a todos que a ouviam. Mas hoje, quando a ouvimos não há como não refletir que sim, as frases podem parecer opostas, mas na verdade são complementares.
Como não observar que um bebê recém-nascido hoje é milhões de vezes mais “antenado” que um bebê nascido há vinte ou trinta anos atrás? Como não perceber que a cada dia sentimos o tempo voar mais e mais?
Simples!! Arrisco dizer que o tempo “didático” que conhecemos – esse dia de 24 horas, essa hora de 60 minutos, esse minuto de 60 segundos – continua o mesmo, o que está se alterando é nossa percepção da passagem de tempo. O que tem nos comprometido é a nossa inabilidade em gerir adequadamente o limite físico de tempo de que dispomos.
Existem muitas teorias que prometem nos ajudar na gestão desse “senhor tão temido”.
A que me parece mais adequada e antenada com nossa rotina de vida atual é a divulgada por Christian Barbosa, que refere que nosso tempo é dividido em atividades importantes, urgentes e circunstanciais. Segundo a teoria da Tríade do Tempo, nome dado à teoria por Christian Barbosa, IMPORTANTE é tudo que está diretamente ligado ao nosso negócio, nosso foco principal, nossa meta de vida. Na esfera CIRCUNSTANCIAL encontram-se todas aquelas atividades que não são significativas em nossa rotina diária e que poderiam ser, facilmente, postergadas ou excluídas. Já as atividades URGENTES referem-se àquelas onde a postergação já não é mais opção e a execução é premente.
Para o autor, um evento jamais será urgente e importante ao mesmo tempo, pois segundo sua forma de análise, algo que hoje é urgente, possivelmente foi importante em algum momento anterior e não demos a devida atenção.
Poderíamos seguir com essa explanação por páginas e páginas, mas penso que o melhor será deixar as ramificações dessa análise para sua reflexão.
Que tal agendar um tempo? Faz sentido?
Boa semana e até a próxima.
09/12/14 |Lilian Perrotti