Falando de Rh por Lilian Perrotti
Há muitos anos (desde sempre) meu discurso versa sobre a importância do capital humano nas organizações. E nem poderia ser diferente, não é mesmo? Afinal escolhi, por opção, cuidar de pessoas.
Não importa se estou ministrando uma aula, um treinamento, um workshop ou mesmo se estou só conversando em uma roda de amigos, sempre me refiro sobre essa maravilhosa e incrível variável que é a figura humana nas relações, quer seja pessoais ou profissionais.
Não raro, quando faço minhas colocações sobre essa valorização que acredito que as pessoas tem, encontro alguns argumentos que tentam provar que, principalmente no mundo corporativo, o que realmente importa aos empresários são os números das margens de lucro.
Fiquei extremamente feliz com duas reportagens recentes, veiculadas por grandes e idôneas fontes de informação, que referem exatamente sobre essa minha “teoria”. A primeira delas foi veiculada dia 11 de dezembro do ano passado pela revista Exame, tinha como título: “42 profissões promissoras para 2015, segundo o ponto de vista dos recrutadores”.
Nas 42 profissões apontadas como promissoras, figura a de Analista, Especialista ou Gestor de Recursos Humanos. A recrutadora Kátia Navarret, sócia da Consultoria Exceed justifica que “a retração da economia e a pouca expectativa de aumento na remuneração dos executivos trazem desafios importantes para os departamentos de recursos humanos.” Segundo a profissional “aprodutividade, tão necessária para o negócio, será alcançada por meio de uma estratégia de retenção de talentos realmente vinculada aos valores corporativos percebidos pelas pessoas na prática”. E segundo Katia, “uma das principais responsabilidades é o fortalecimento da identidade cultural das empresas, com foco no alinhamento das estratégias do negócio aos valores corporativos.”
A outra reportagem foi veiculada em 03 de janeiro desse ano pelo site de notícias G1, e tinha como pauta as “17 profissões que estarão em alta em 2015, segundo especialistas”. Entre as profissões ressaltadas, foi mencionada a de Gestor de RH. Os motivos alegados pelo repórter refere a necessidade das empresas em manterem e aplicarem boas práticas na gestão de pessoas, focando em reter talentos, diminuindo as taxas de turnover altíssimas que o empresariado, em linhas gerias, enfrentou em 2014.
Será que, finalmente, o capital humano dentro das organizações será reconhecido com sua devida importância? Será que, finalmente, o empresário entenderá que maquinários podem ser adquiridos com recursos os mais diversos, mas que um capital humano alinhado com o negócio demandará um excelente retorno?
Vamos apostar que sim. Portanto, que tal, caros colegas da área, buscarem e fortalecerem seus espaços dentro da Organização?
Fica a dica e a proposta de investimentos mais e mais efetivos em sua capacitação.
Boa semana e até a próxima!
14/01/15 |Lilian Perrotti