Falando de RH por Lilian Perrotti
Um dos questionamentos mais frequentes que recebo é sobre o Curriculum Vitae. A maioria das pessoas refere que não sabe ao certo o que colocar nessa poderosa ferramenta, que pode significar a tênue diferença entre você ser ou não chamado para a entrevista, que é a segunda fase de um processo seletivo.
Para dizer a verdade, esse é um documento (sim, é documento sim) tão importante e utilizado que muitos selecionadores mantem arquivos das “pérolas” recebidas. É uma forma para registrar e lembrar o que NÃO É CORRETO. Eu mesma tenho em meus arquivos um “lindo” e inútil CV de 32 páginas.
Atualmente, muitos sites de busca e captação de profissionais nem permite que o candidato inclua seu Curriculum transmitindo o arquivo do documento ao site. Em 90% dos casos, incluindo o Portal do Emprego da FIEC, o próprio site disponibiliza as telas no formato adequado à correta inserção das competências, com foco em facilitar os mecanismos de busca que o selecionador precisará utilizar depois.
Nosso artigo de hoje será direcionado para as principais dicas para que você tenha sucesso na busca pela atividade de seus sonhos:
Dica1– lembre-se que o Curriculum será a porta de entrada para que o selecionador queira conhecê-lo mais detalhadamente. Portanto, tenha em mente que preencher o seu Perfil Profissional deve ser um investimento e merece toda sua atenção. Logo de cara, o selecionador poderá captar seu comprometimento, afinal se você tem cuidado com a sua carreira, possivelmente terá envolvimento com o negócio da empresa.
Dica2 – papel aceita tudo, portanto, você deve ficar muito atento para que todas as informações e colocações feitas em seu Curriculum sejam verdadeiras. Não caia na tentação de acrescentar experiências e competências não reais, porque facilmente o selecionador, treinado para tal, conseguirá chegar aos dados de fato. Um ponto que, penso, nem todos sabem, é que, mesmo que você consiga ser contratado e “engane” a todos durante o processo seletivo, uma inverdade descoberta, mesmo que posteriormente, pode gerar até mesmo uma demissão por justa causa.
Dica3 – evite termos e expressões de cunho comum. Há vários sites na internet ou mesmo alguns profissionais que se dizem experts na elaboração de CV, que utilizam termos e expressões que não refletem a sua experiência. Um exemplo muito comum disso, são aquelas colocações que dizem que você está à “disposição da empresa para ser útil aonde for necessário”. Faz muito mais sentido especificar quais são suas habilidades/competências que poderão contribuir realmente com o negócio do futuro empregador.
Dica4– todo selecionador, via de regra, tem pouco tempo para ‘fechar’ a vaga que lhe solicitaram. Então, talvez um bom diferencial em seu Perfil possa ser a organização clara e precisa com que você coloca seus dados. Existem diversas formas de apresentação, mas acredito que se você seguir uma sequência ‘lógica’ ao raciocínio do selecionador, isso poderá contar ponto ao seu favor. Eu particularmente gosto de encontrar as informações seguindo a ordem:
a) Dadospessoais – nome, endereço completo e correto, telefones e email de contato, data de nascimento (e não a idade) e estado civil.
b) Objetivo– nesse tópico, que deve estar em destaque, penso que o mais adequado é mencionar uma área de atuação e não um cargo específico (a não ser que você realmente só aceite uma proposta profissional para desempenhar aquela função específica)
c) FormaçãoAcadêmica – sempre utilizando a regra do mais atual para o mais antigo. Aqui uma dica extra: NUNCA DEIXE DE MENCIONAR UM CURSO TÉCNICO, pois os selecionadores gostam de saber que você também tem vivência prática e não só a teórica.
d) ExperiênciaProfissional – aqui também vale a regra da mais recente para a mais antiga. Caso você nunca tenha trabalhado, pode colocar expressões como “Primeiro Emprego” (há empresas que tem programas específicos para atender à necessidade social de posicionar novos profissionais. E mencionar que você nunca trabalhou poderá agilizar a procura do selecionador).
Dica 5– Cuidado com a grafia e a concordância das palavras e frases. Ninguém terá interesse em contratar alguém que não se expresse adequadamente (‘menas’, ‘probrema’, ‘questã’). O mesmo se aplica às gírias (‘véio’, ‘cara’, ‘muleke’), colocações extremamente informais (‘vc’) e vícios de linguagem (‘tipo assim’, ‘né’, ‘super entendo’).
Lembre-se que objetividade e um formato claro e conciso possivelmente contarão ponto a seu favor. Então procure manter seu CV com, no máximo, duas páginas.
Nos próximos artigos, focaremos em dicas práticas sobre processos seletivos e entrevistas. Se você quer saber de algo específico, direcione sua dúvida para o email [email protected].
Boa semana e até a próxima!
24/03/15 |Lilian Perrotti