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Falando de Rh por Lilian Perrotti

Um discurso que já vem sendo praticado há algum tempo, é o que refere que o profissional atual deve (sim, por obrigação) ser responsável pelo seu próprio desenvolvimento, focado que deve estar em se preparar para sua atuação no mercado atual.

Quando se escuta essa temática, seja em qual contexto for, a primeira dúvida das pessoas é: vai mudar o que? Devo me preparar para o que?

Quando me refiro há alguns atrás estamos falando de pelo menos dez ou quinze anos atrás. Isso quer dizer que desde o século passado (fim dos anos 90) já se aventava a possibilidade desse formato de trabalho que as pessoas conhecem, sofrer alguma alteração.

Mas como as ‘alterações’ e ‘inovações’ nunca foram explicadas em “letras de forma”, a maioria das pessoas fez o que sempre faz quando está diante do desconhecido: ignorou.

O século mudou, os anos se passaram, as práticas foram se alterando de maneira quase imperceptível e agora, “de repente”, “sem prévio aviso” parece que as regras se alterarão.

Como em todo processo de mudança, o primeiro passo é o de RESISTIR. Nessa fase, muito comuns são colocações do tipo ‘mudar pra quê’ e ‘sempre foi assim’, indicando claramente que as pessoas, apesar de terem sido solicitadas a se prepararem para o novo processo, simplesmente ignoraram as orientações, as ‘dicas’, os indícios das mudanças e agora, com a mudança às portas da realidade, se sentem traídas, pegas de surpresa.

Há quanto tempo vimos falando em apagão de mão de obra, alterações nos cálculos de previdência, novos sistemas integrando todos as temáticas em Gestão de Pessoas, novos formatos na capacitação de pessoas (já desde a fase acadêmica). Enfim, quantos indicadores nos foram sinalizados desde o final do século passado?

Se pensarmos bem, aos poucos, já estamos passando por essa fase de novas formas de trabalho. Analisem a criação dos microempreendedores individuais, a prática que algumas empresas já adotam na contratação microempreendedores optantes pelo simples comumente chamada de “pejotização”, ou mesmo os ‘criadouros’ de ‘startups’, que oportunizam novas oportunidades de trabalho e desenvolvimento a tantos.

Será interessante pesquisar quantos profissionais já atuam nesse formatos e se consideram realizados. Quantos viram a oportunidade de empreender em suas próprias ideias sem dependerem de medidas muito drásticas como “largar o certo pelo duvidoso”.

Vale a reflexão sobre a nossa pergunta-título: sim, já existem, desde o século passado, novas formas de trabalho. Essa é, em minha opinião, um caminho sem retorno.

Concordam? Continuem a enviar suas dúvidas ou sugestões para o email [email protected].

 

Boa semana e até a próxima.

28/04/15 |Lilian Perrotti



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