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Falando de Rh por Lilian Perrotti

O cenário é o mesmo, independente dos meios por onde você ande. Não importa se no mundo corporativo, nas redes sociais ou mesmo nos eventos de qualquer natureza. O discurso vem sempre acompanhado da mesma tônica: a crise e seus desdobramentos.

Segmentos importantes ao país vêm atravessando uma fase nada confortável. Profissionais de diversos níveis hierárquicos estão vivenciando a incômoda experiência de serem colocados em férias coletivas ou mesmo, como uma alternativa pior e mais assustadora, tendo seus contratos de trabalho suspensos, sem definição e prazos.

Na verdade, se nos atentarmos mais detalhadamente à situação, a crise que parece pipocar em todo o canto do país tem um espectro muito mais amplo do que a simples questão financeira. Já há tempos vimos enfrentando, a cada dia mais, situações no mínimo, fora da realidade que seria a aceitável. Refiro-me às questões de ética, educação, postura profissional e outras tantas, que se relacionadas, ocupariam muito espaço em nosso artigo.

De repente comecei a escutar conversas, em vários âmbitos e também de diferentes fontes, referindo que as pessoas deveriam sair do país, ou trocar de empregador, dado o desrespeito que eles acreditam ser uma ação coletiva para salvaguardar não só ao negócio como também ao capital humano que está atrelado a ele. Outros tantos, falam em “parar o ônibus e descer”, “jogar a toalha”, desistir de investimentos em sua carreira, ou mesmo na vida.

Tais comentários chegam a assustar, porque evidenciam o completo despreparo para um planejamento efetivo, uma estruturação que é necessária a qualquer alteração de rumo ou mudança de vida.

Vamos focar em mudar de país, por exemplo. Será que essa é realmente uma saída “corajosa” ou representa a mais completa expressão de “preguiça” para adotar novos rumos? E mais, será que as pessoas que expressam “do nada” tal vontade, vem se capacitando para tal? Pensemos na barreira mais simples de ser lembrada: o idioma. Quantas dessas pessoas que estão referindo venderem tudo e arriscar a vida fora, em outra cultura, tem o conhecimento ou mesmo o domínio necessário para enfrentar essa nova situação?

Com certeza, aqui também cabe a análise detalhada com planejamento adequado para qualquer que seja a ação.

Ficar? Correr?

Não importa sua decisão. O que real e verdadeiramente importa é POR QUE você escolheu uma OU outra.

Vale a reflexão: mudanças são positivas se vierem de dentro para fora. Se o sentido for inverso, você não poderá assumir a autoria da sua vida. Se insistir no melhor estilo “Zeca Pagodinho” de ser (deixa a vida me levar...) certamente você só poderá ser considerado um coadjuvante.

Continuem a enviar suas dúvidas ou sugestões para o email [email protected].

Boa semana e até a próxima.

09/06/15 |Lilian Perrotti



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