Falando de Rh por Lilian Perrotti
Nessas semanas me envolvi com alguns questionamentos de profissionais de RH que, recebendo de suas Diretorias a incumbência de reter talentos com foco nos resultados, não estão conseguindo lidar com os desafios de manter em seus quadros profissionais da tal geração X e Y e apaziguar a tão conhecida guerra de gerações.
Esse é um assunto muito, mas muito debatido. Somando-se à essa demanda, começa a surgir também a ciência de um ponto que vinha passando desapercebido: os profissionais classificados como os da geração Baby Boomer (pessoas entre 45 e 60 anos) e X (os de 25 a 35 anos) não estão mais se afastando de seus postos. Melhor (ou pior, dependendo da ótica) estão buscando novos desafios e, para tanto, estão se capacitando e se preparando cada vez mais.
Em uma primeira análise, poderíamos imaginar que a disputa entre gerações se tornará ainda mais acirrada. No entanto, quero aproveitar o espaço dessa semana e convidá-los a refletir alguns pontos.
Em uma palestra muito bem conduzida por um especialista em gerações, vi algumas colocações que, no mínimo, merecem atenção. O palestrante nos fez refletir alguns tópicos, como por exemplo, o motivo do estatuto do idoso ter limitado a idade de um idoso a partir dos 60 anos. Eu nunca havia me questionado o motivo desse número. Por que 60? Rapidamente e com uma pequena busca de informações, se descobre que em 2003 (ano da instituição do Decreto do Idoso) a expectativa de vida de um indivíduo no Brasil era de 71 anos. Em sendo assim, e com a premissa de que o declínio do indivíduo acontece nos 10 últimos anos de vida, criou-se uma idade limítrofe de 60 anos (70 – 10) para se usufruir das práticas definidas no Estatuto.
No entanto, os dados de expectativa sofrem alteração a cada ano, quer dizer, os brasileiros aumentam suas expectativas de vida a cada ano. Hoje o brasileiro tem a chance de viver, bem e saudavelmente até os, praticamente, 75 anos. É possível que, agora mesmo, você se lembre de algum senhor ou senhora de mais de 80 anos, completamente ativo (e saudável).
Subiram também os números de pessoas com mais de 40 anos que estão prestando as provas do ENEM para ingressarem no mundo acadêmico novamente, para se aprimorarem em suas carreiras ou mesmo para buscar novos desafios profissionais. Mas, aos 40???
Paralelo a isso, o palestrante também fez referência sobre o número (alto, diga-se de passagem) de jovens entre 25 e 35 anos que ainda moram com os pais, quer seja porque ainda são solteiros quer seja por estarem já separados.
Resumindo, vamos aos fatos:
1. Os considerados ‘idosos’ ainda não desistiram de suas atividades profissionais
2. Com isso, não se abriram oportunidades para que os considerados ‘jovens’ ingressem no mercado de trabalho.
3. Sendo assim, a convivência se torna uma questão ‘sine qua non’
Então, no que os mais velhos podem ajudar aos mais novos? Vejamos as dicas de um conceituado Coach de Carreira:
Trabalhe com propósito
A maior parte de nossas vidas é dedicada ao trabalho, passamos mais horas na empresa do que com nossos familiares e amigos, por isso, não permita desperdiçar sua jornada fazendo o que não gosta. A remuneração é fundamental, mas não o suficiente a realização do indivíduo.
Priorize pelo o que verdadeiramente faz sentido para você, trabalhe com o que ama. Sabemos que é através do ofício que nos edificamos enquanto seres humanos, e a partir de nossos talentos e competências construímos a nossa história, deixamos nossa marca e colaboramos para um mundo melhor.
Preze por seus relacionamentos
Nascemos para viver em sociedade, trocar experiências é fundamental para nossa evolução. Quando nos isolamos, distanciamos não somente das pessoas a nossa volta, mas principalmente de nós mesmos.
Desfrute do momento presente
A maioria dos jovens vive como se tivesse a certeza de que terá o amanhã garantido, mas na verdade não sabemos se o momento terá continuidade. Logo, melhor aproveitar o momento.
Boa Semana e até a próxima!
08/10/15 |Lilian Perrotti