Falando de RH por Lilian Perrotti
Ao debater com colegas da área de Recursos Humanos – em especial com os que atuam em Recrutamento e Seleção de profissionais – sobre a maior dificuldade enfrentada na captação de mão de obra, o que mais se constata é a questão da postura comportamental dos candidatos.
É fato, mais que sabido por todos, que a mão de obra capacitada e especializada deve ser captada no mercado de trabalho com uma lente de aumento, tal a dificuldade em se encontrar algum profissional que reúna 100% das competências técnicas necessárias a uma oportunidade de trabalho da Organização. Mas, a grande verdade é que a capacitação técnica pode ser treinada e disponibilizada para o novo colaborador, porém o preparo emocional e comportamental envolve muitas outras habilidades em diversas esferas, inclusive a do núcleo familiar. E esse quesito em especial, lamentavelmente, não pode ser conduzido pela Organização.
Aos alunos em formação técnica aqui na FIEC, mesmo quando os preparamos ao primeiro emprego/estágio, orientamos que há pontos imprescindíveis durante um processo seletivo:
- Cuidados pessoais em ordem – cabelos, unhas, roupas limpas etc.;
- Detalhamento das qualificações pessoais e profissionais no Curriculum Vitae – não precisa escrever uma autobiografia com várias páginas;
- Atenção à Inteligência Emocional – reações extremadas, como tremedeiras, choros descabidos ou ações/reações agressivas etc.;
- Cuidado com o português – “ossos do ofídio” ao invés de ossos do ofício, “ressalsa” ao invés de ressalva, “obsessão” ao invés de observação etc.;
- Perguntas descabidas ou inapropriadas, como por exemplo: “Aqui se emenda feriados?” ou ainda“Qual o valor da Cesta de Natal?”.
Essas e outras orientações são básicas, mas que muitos acham exageradas. Porém, não há exagero quando ouvimos altos executivos referenciando que CONTRATAM PELO LADO TÉCNICO do profissional, mas, em 100% dos casos o DEMITEM PELO LADO COMPORTAMENTAL não alinhado com a Empresa.
Parece impossível de acontecer?
Infelizmente as colocações acima são mais comuns do que parecem. Há tirinhas e mais tirinhas sendo amplamente divulgadas nas redes sociais, que fazem alusões bem humoradas a essa, praticamente, intransponível barreira enfrentada, diariamente, por todos os profissionais da área de RH.
Decotes profundos e comprimentos diminutos, perfumes exagerados, postura arrogante e inapropriada, chicletes na boca, falta de higiene e perguntas inapropriadas muitas vezes podem encerrar uma carreira, que sequer se iniciou.
Boa semana e até a próxima.
08/07/14 |Lilian Perrotti